sábado, 24 de março de 2012

Pássaros

Estou muito feliz porque, enfim, depois de muita preparação e ansiedade, o evento de narração de histórias "Pássaros" foi apresentado na Biblioteca Infantil e Juvenil de Belo Horizonte, dia 22/03.
Marilu Zanasi, juliana Anselmo, Maria Teresa Andrade e eu apresentamos quatro belas histórias que, envolvendo pássaros, falavam de dom, de amor e de liberdade.
Contamos com um público surpreendentemente grande que lotou o pequeno auditório da biblioteca, mais de 100 pessoas.
As histórias narradas foram entremeadas com músicas conhecidas, como a Valsa do Imperador de Straus, Luar do Sertão, Tico Tico no Fubá e outras que apresentavam ao fundo canto de pássaros. Ao final da apresentação, dissemos algumas frases sobre liberdade e distribuímos "tsurus", entre as pessoas presentes, o pássaro que traz boa sorte e felicidade para quem o possui.

domingo, 29 de janeiro de 2012

Umas Férias Atribuladas










Férias e muita farra

A família toda se reuniu nesse final de ano.
Como de costume, tudo aqui em casa estava devidamente preparado para receber os dois pecurruchos mais sapecas do pedaço, Álvaro e Heitor, os Almôndegas (apelidos dados pela Rita aos priminhos). Os armários mexíveis, cheios de brinquedos e badulaques, estavam à espera dos dois fuxicões. O problema é que o foco deles era outro : os armários da cozinha, o dos CDs e DVDs e aqueles onde eram guardados os vidros das pingas do vovô.
Lelé e Ritinha logo se enturmaram para atazanar a Ivone e desfilar com minhas roupas e sapatos pela casa. No quarto, saias, blusas, vestidos e calças compridas se amontoavam em cima da cama. Dei uma terrível “bronca de avó”- quero tudo nos seus devidos lugares em quinze minutos, depois da tarefa cumprida, ganharão um sorvete – eu disse e, é claro, cumpri a promessa. Mais tarde, já estavam à mesa para algumas rodadas de pif paf com o vovô Luiz Octávio.
Na véspera de natal ficamos aqui em casa, menos Bernardo, Sonaly e Ritinha que, como fazem todos os anos, foram passar a noite com a família da Sonaly. Eu tive a infeliz idéia de preparar uma receita que havia aprendido na véspera com uma companheira de caminhada, o “escondidinho de carne de sol.” A ceia teria sido um fracasso, não fossem as habilidades culinárias da dupla Otávio/Gisele que não só consertou os meus estragos mas assumiu o comando da cozinha. A mim restou, como sempre, a lavação da louça.
No dia seguinte, Bernardo, Sonaly e Ritinha chegaram ao meio dia, horário previamente combinado para a entrega dos presentes. Foi uma verdadeira farra. No final um amontoado de sacolas, caixas e papéis, mas todos nós ficamos felizes com a troca de presentes.
Nesse mesmo dia, aconteceu o tradicional almoço de natal, a feijoada especial, preparada no capricho pelo chef Luiz Octávio. A casa estava cheia, apesar de um bom número de convidados não ter podido comparecer. Estiveram presentes ao almoço: Bernardo, Sonaly, Ritinha, Fred, Elaine, Letícia, Álvaro, Otávio, Gisele, Heitor, Márcio, Tuquinha, Glauco, Aninha, Marcinho, Dani, Tio João, mamãe, Regina, Catarina, Samuel, Maria, Ivone, Lia, as gêmeas Grace Kelly e Grace Anne, Guilherme, Camila, Maria, Sálvio Luiz, Adriana, Gabriela, Rafaela, Vítor, Luiz Fernando, Rodrigo, Anita e Letícia, Carolina, Thiago, Nathália , Mateus e André (padrinho da Lelé).
A festa transcorreu em clima de grande alegria e descontração.
Fiz a leitura de um texto, preparado por mim, em que expresso a nossa felicidade, minha e do Luiz Octávio, em poder compartilhar com pessoas tão queridas esse tradicional almoço de natal. Também reproduzi as palavras do poeta Carlos Drummond de Andrade em sua “Mensagem de Ano Novo.”
As crianças se divertiram todo o tempo, as maiores chegaram até a fazer guerra de bolas e não paravam de comer bombons e alfajores. Os pequeninos espalhavam brinquedos por todos os lugares, andavam de um lado para outro procurando sempre um canto para fuxicar. O esganado do Heitorzinho não podia ver passar um prato de feijoada que ele avançava sobre a comida como se fosse um flageladinho remanescente da seca. Isso sem contar que ele já tinha almoçado fazia algum tempo. Preparei para ele um pratinho de feijoada e ele repetiu três vezes, até a Gisele mandar parar com toda aquela comilança que poderia acabar fazendo-lhe mal. Já o enfastiado, Alvinho, nem sequer olhava para o prato de comida; havia dias que fazia greve de fome. A Elaine não sabia mais o que fazer para estimular-lhe o apetite. O pouco que comia era escondido do primo que, por qualquer descuido, tomava-lhe a guloseima.
O jogo de truco rolou solto, havendo rodízio entre os parceiros, ou melhor, entre os larápios : Luiz Octávio, Bernardo, Rodrigo, Guilherme, Fred e Otávio. Roubaram tanto que se esqueceram de devolver as cartas surrupiadas; conclusão : o baralho não presta mais.
Nos dias seguintes, os “Almôndegas” se divertiram, bagunçaram, brincaram e brigaram a valer, pena que tiveram que ficar enfurnados em casa, pois a chuva não deu trégua. Assim o parque de diversões era aqui mesmo, nos armários, debaixo da mesa de jantar, nas mesas de cabeceira, porta CDs e DVDs e em tudo o mais onde pudessem fuçar à vontade
O Heitorzinho não sossegava sequer por um minuto, a não ser quando estava dormindo ou comendo. Abria as gavetas, tirava tudo para fora e se metia dentro delas e também dentro dos armários da sala de televisão. Já o Alvinho tinha como divertimento principal abrir o esguicho do bidê e deixar o banheiro todo alagado. O tempo todo andava pela casa, de carrinhos em punho atrás do “ bô “. Luiz Octávio entrava no quarto e lá ia ele bater as mãozinhas na porta chamando “bobô, bobô.”
Felizmente, dessa vez, a casa esvaziou-se aos poucos. Fred foi o primeiro a ir-se embora, pois suas férias haviam terminado; Gisele retornou no dia 02/01, pois teria que retomar o trabalho, Otávio e Heitorzinho partiram dia 06 ( aniversário da Ritinha). Elaine, Lelé e Alvinho retornaram a Maceió no dia 17. Isso sem contar que Bernardo, Sonaly e Ritinha foram de férias para o Ceará no dia 13/01.
No início, Luiz Octávio e eu estranhamos muito a casa vazia e terrivelmente silenciosa, mas aos poucos nos acostumamos. Permaneceram a saudade e as lembranças dos momentos felizes que pudemos compartilhar com nossos filhos, noras e netos.

PS. Enquanto escrevia esse texto, Ritinha, ao meu lado, me atormentava todo o tempo, querendo meter o bedelho nos meus escritos; eu bem que concordei com alguns de seus pitacos, coisa de avó.

sábado, 26 de novembro de 2011

Notícias do Cotidiano III "Zumbi e outras histórias do Brasil e África

Hoje estou muito feliz, porque depois de muita preparação, trabalho e ansiedade, enfim, Lourdinha Romanelli e eu apresentamos "Zumbi e outras histórias do Brasil e África", no Centro cultural Padre Eustáquio.
O evento foi uma comemoração ao dia da consciência negra, 20 de novembro, aniversário de morte do líder negro Zumbi dos Palmares.
Havia um público bastante significativo, ainda mais levando-se em conta a manhã chuvosa do sábado, com destaque para alguns amigos, familiares e alunos do projeto Anjo de alfabetização de adultos, levados pela contadora de histórias Beatriz Leão, coordenadora do projeto.
A história de Zumbi foi contada por mim, em três tempos, entremeados pelas ótimas histórias contadas com muita graça pela Lourdinha : Os amantes de Abeba e a Tecelã que cantava. Esta última conta a vida da sambista mineira Clara Nunes e as influências que sofreu da cultura africana, por ocasião de sua viagem à Angola.
O Hélio, bibliotecário do Centro Cultural, com sua boa vontade de sempre, preparou para nós o CD com a sequência que escolhemos para a trilha sonora : algumas músicas africanas, outras tiradas da peça teatral " Arena Conta Zumbi" e Morena de Angola, cantada por Clara Nunes e Chico Buarque de Holanda.
Ao final da apresentação as pessoas presentes cantaram e dançaram ao som de Morena de Angola.

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

À Sombra do Jatobá

    Desde pequeno, Luiz Octávio já era o companheiro de seu pai, Gumercindo, e do meu, Sálvio, em caçadas de perdizes, permitidas na época, e pescarias. Cresceu e se tornou um adulto amante do esporte; nessa época já com um ciclo de amizades que incluía os gêmeos, Márcio e Moacir e Paulo Helênio, nossos futuros compadres.
    Depois de casados, nos tornamos sócios do Clube dos Piraquaras, destinado a  pescadores, fundado por meu pai, juntamente com um grupo de amigos e o meu tio João Furtado, em Três Marias, às margens do Rio São Francisco.
Mas, por força da distância, uma vez que nos mudamos para o Estado do Pará, vendemos a cota do Clube.
    Lá no norte, pescaria mesmo, só por umas poucas horas, no domingo, pois o ritmo de trabalho nas muitas obras da Construtora Mendes Júnior era estafante e mesmo assim , nos finais de semana que não viajava para estar com a família, ora Castanhal(PA), ora São Luís(MA).
     De volta a Belo Horizonte, alguns anos depois, o gosto pelas pescarias se renovou. Foi quando Luiz Octávio e dois de seus amigos, Tião e Wady, tiveram uma brilhante idéia : iriam pescar ali mesmo, bem pertinho, às margens dos rios Roosevelt, Guaporé, Teles Pires, e Aripuanã, todos na Amazônia, afluentes dos rios Tocantins e Tapajós. Nada de mais, só ficavam a uma "pequena" distância de três ou quatro dias de viagem, de ida, fora os outros tantos da volta. O certo é que as tais pescarias "bem ali" duraram uns bons anos e alguns desgastes nas já idosas caminhonetes do Luiz Octávio e do Wady.
    Dos meus três filhos, o Otávio foi o único que pôde acompanhar o pai em uma dessas loucas pescarias. Até mais que o pai, se isso é possível, sempre gostou de se aventurar pelos rios( sobretudo o São Francisco), pelo cerrado e matas outras, tanto por lazer quanto por força dos estudos, pois seu curso de geologia exigia dele frequentes trabalhos no campo.
    Assim foi, até que os três amigos decidiram abandonar as tais pescarias, pois o sacrifício para realizá-las tornara-se maior que o prazer da aventura. Mas naquele momento um grande problema se impôs : a partir de então, onde iriam pescar?
    Aí, um fato novo veio injetar ânimo naqueles inveterados pescadores. Meu sobrinho, André, havia comprado uma fazenda em Contria. Nas terras da Fazenda da Garça, havia um local, um tanto nostálgico, às margens do Rio das Velhas, chamado "Pedra Lisa", onde em tempos remotos, Luiz Octávio havia pescado com seu pai e o amigo João Libório, ambos falecidos. Foi então que , aproveitando a sugestão do cunhado Oscarzinho, teve a feliz idéia de construir, naquele mesmo local, um empreendimento e assim nasceu o "Rancho Sálvio Nunes", à sombra de um frondoso jatobá; uma verdadeira parceria entre amigos pescadores. Inicialmente entre Luiz Octávio, Tião e Wady, mais tarde contou também com a colaboração dos compadres Márcio e Moacir, para suas posteriores melhorias, como a canalização da água, extensão da energia e aquisição de um novo motor de popa.
   Mais narrativas virão, contando novas e futuras aventuras e o  próximo festejo de inauguração da energia elétrica .
    Assim, à sombra do Jatobá, surgiu um recanto mágico, lugar onde amigos, filhos, sobrinhos, netos e compadres se encontram para desfrutar de uma natureza pródiga, de um companheirismo solidário e da alegria de um feliz convívio que a todos os frequentadores encanta.

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Festa de Arromba - fotos











Ainda sobre a "Festa de Arromba", quero postar algumas fotos que vão ilustrar um pouco o que já foi narrado por mim sobre o evento, do sábado, na comemoração do aniversário do Heitrzinho.