segunda-feira, 24 de outubro de 2011

À Sombra do Jatobá

    Desde pequeno, Luiz Octávio já era o companheiro de seu pai, Gumercindo, e do meu, Sálvio, em caçadas de perdizes, permitidas na época, e pescarias. Cresceu e se tornou um adulto amante do esporte; nessa época já com um ciclo de amizades que incluía os gêmeos, Márcio e Moacir e Paulo Helênio, nossos futuros compadres.
    Depois de casados, nos tornamos sócios do Clube dos Piraquaras, destinado a  pescadores, fundado por meu pai, juntamente com um grupo de amigos e o meu tio João Furtado, em Três Marias, às margens do Rio São Francisco.
Mas, por força da distância, uma vez que nos mudamos para o Estado do Pará, vendemos a cota do Clube.
    Lá no norte, pescaria mesmo, só por umas poucas horas, no domingo, pois o ritmo de trabalho nas muitas obras da Construtora Mendes Júnior era estafante e mesmo assim , nos finais de semana que não viajava para estar com a família, ora Castanhal(PA), ora São Luís(MA).
     De volta a Belo Horizonte, alguns anos depois, o gosto pelas pescarias se renovou. Foi quando Luiz Octávio e dois de seus amigos, Tião e Wady, tiveram uma brilhante idéia : iriam pescar ali mesmo, bem pertinho, às margens dos rios Roosevelt, Guaporé, Teles Pires, e Aripuanã, todos na Amazônia, afluentes dos rios Tocantins e Tapajós. Nada de mais, só ficavam a uma "pequena" distância de três ou quatro dias de viagem, de ida, fora os outros tantos da volta. O certo é que as tais pescarias "bem ali" duraram uns bons anos e alguns desgastes nas já idosas caminhonetes do Luiz Octávio e do Wady.
    Dos meus três filhos, o Otávio foi o único que pôde acompanhar o pai em uma dessas loucas pescarias. Até mais que o pai, se isso é possível, sempre gostou de se aventurar pelos rios( sobretudo o São Francisco), pelo cerrado e matas outras, tanto por lazer quanto por força dos estudos, pois seu curso de geologia exigia dele frequentes trabalhos no campo.
    Assim foi, até que os três amigos decidiram abandonar as tais pescarias, pois o sacrifício para realizá-las tornara-se maior que o prazer da aventura. Mas naquele momento um grande problema se impôs : a partir de então, onde iriam pescar?
    Aí, um fato novo veio injetar ânimo naqueles inveterados pescadores. Meu sobrinho, André, havia comprado uma fazenda em Contria. Nas terras da Fazenda da Garça, havia um local, um tanto nostálgico, às margens do Rio das Velhas, chamado "Pedra Lisa", onde em tempos remotos, Luiz Octávio havia pescado com seu pai e o amigo João Libório, ambos falecidos. Foi então que , aproveitando a sugestão do cunhado Oscarzinho, teve a feliz idéia de construir, naquele mesmo local, um empreendimento e assim nasceu o "Rancho Sálvio Nunes", à sombra de um frondoso jatobá; uma verdadeira parceria entre amigos pescadores. Inicialmente entre Luiz Octávio, Tião e Wady, mais tarde contou também com a colaboração dos compadres Márcio e Moacir, para suas posteriores melhorias, como a canalização da água, extensão da energia e aquisição de um novo motor de popa.
   Mais narrativas virão, contando novas e futuras aventuras e o  próximo festejo de inauguração da energia elétrica .
    Assim, à sombra do Jatobá, surgiu um recanto mágico, lugar onde amigos, filhos, sobrinhos, netos e compadres se encontram para desfrutar de uma natureza pródiga, de um companheirismo solidário e da alegria de um feliz convívio que a todos os frequentadores encanta.

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Festa de Arromba - fotos











Ainda sobre a "Festa de Arromba", quero postar algumas fotos que vão ilustrar um pouco o que já foi narrado por mim sobre o evento, do sábado, na comemoração do aniversário do Heitrzinho.

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Notícias do Cotidiano II Uma Festinha de Arromba

    Tudo aqui em casa estava preparado para o agitado final de semana que se aproximava. Luiz Octávio e eu esperávamos ansiosos e felizes pela chegada dos meninos, os grandes e os picurruchos. Como é de praxe, com visitas bisbilhoteiras como as que eu iria receber, esvaziei os móveis e os enchi de brinquedos e bugigangas. O aniversário de um ano do Heitorzinho seria comemorado no sábado.
    Na quinta feira à tarde, chegaram o padrinho Fred e o priminho Álvaro. Aí, é claro, a animação começou: os armários e móveis revirados, biscoitos espalhados pelo chão.. Nunca vi gostar tanto assim de carrinhos, estava sempre segurando um ou dois numa mesma mão, para deixar a outra livre para fuxicar em tudo que encontrava pela frente. E quando se sentia contrariado saía pela casa gritando - paiê, paiê, paiê... Comer comida, nem pensar, mas deu o que tinha no queijinho assado; não nega o seu lado  mineirinho.
    Na sexta à tardinha, chegaram Otávio, Gisele e Heitorzinho, o serelepe aniversariante.
    Esperávamos curiosos pela reação dos dois priminhos em seu primeiro encontro. Foi muito engraçado; se olharam, se tocaram e foram juntos remexer nos armários, sobretudo naquele não acessível, o da cozinha. Foram direto para as latas de mantimentos, doidos para misturar coisas, café, arroz, feijão e açúcar.
    Naquela noite, Heitorzinho, o comilão, não quis saber de jantar, mas, junto com o priminho Alvinho, se esbaldou na lata de biscoito de polvilho. Dormir, só bem mais tarde, depois de exauridas todas as energias, as deles e as nossas.
    No sábado a agitação começou cedo, mas tudo correu dentro do previsto, isto é, da esperada bagunça; brinquedos espalhados pelo chão por toda a casa e a alegria e animação dos dois pecurruchos com o DVD da "Galinha Pintadinha" e o CD do "Balão Mágico".
   Luiz Octávio saiu cedo com o Fred  para comprar a cerveja; depois foram até a carpintaria fazer uma porteirinha para que Heitozinho não tivesse acesso à cozinha de sua casa , pois ele andava aprontando todas lá, inclusive bisbilhotando o fogão. Imaginem só o perigo!
    Pela tarde a empresa de festas veio montar o cenário "Safari" e os enfeites de balões. O quintal ficou lindo, cheio de balões e animais da fauna africana:, elefante, leão, zebra, girafa e macaco. Sobre a mesa, à frente de um enorme painel representando a selva, foi colocada uma toalha verde com babados alaranjados, formando uma todo combinado de variadas cores.
    Bernardo, Sonaly e Ritinha vieram almoçar. Foi ótimo, pena que a família não estava completa, pois Elaine e Letícia não puderam vir de Maceió devido às aulas. A falta delas foi sentida por todos nós..
    À tarde chegaram os salgados, docinhos e o bolo de nozes.
    Por incrível que pareça, tia Regina, vovó Dyla e Samuel foram os primeiros a chegar; logo depois, Catarina, trazendo seus sobrinhos e suas pupilas gêmeas. Vieram também nossos sobrinhos Guilherme, Carolina, Cristina e Sálvio com as respectivas famílias. Vovô Oscar trouxe o Arthur, pois os pais, André e Najla estavam viajando. Também estiveram presentes Renarto e Alessandra com o pequenino Fred de três meses e o André, padrinho da Letícia.
    Ritinha logo se enturmou com as gêmeas Graceanne e Grace Kelly e as primas Gabriela, Nathália e Maria, o Arthur sempre correndo atrás na tentativa de acompanhá-las. Heitorzinho se divertia a valer, rindo de tudo e para todos, passeando por quase todos os colos. Alvinho não parava de subir e descer a escada do quintal.
    Foram tiradas diversas fotos e feitos algumas pequenas filmagens, quase todas focadas no pequeno aniversariante. A festa foi animada, com bons e descontraídos papos; tudo isso regado a muita algazarra e corre corre das crianças.
     Terminado o divertido e movimentado final de semana, na casa vazia, restaram a mim e ao Luiz Octávio a saudade e a esperança de preenchê-la novamente para as festas de final de ano.